sábado, 10 de maio de 2008

girassóis

depois que leu aqueles versos versando sobre girassóis, amor, alegria e gratidão,
ela ainda se conteve por incontáveis 27 segundos

depois disso, já não era mais possível
e com o buquê de girassóis desajeitadamente ajeitado nos ombros

deixou que o amor, a alegria e a gratidão tomassem forma
de uma incontida enxurrada de lágrimas

que rolaram ainda por um bom tempo,
entre comentários sobre carência e coração, afogados num abraço,

que desafogava

apesar de atentos e sem espinhos
os girassóis, coitados, nada entenderam

5 comentários:

  1. abraço que desafogava.
    ô coisa mais linda.

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  2. Oi Fred,

    fiquei pensando em que dizer sobre o blog... Ele se parece muito com você:um misto de sensibilidade, inteligência e beleza. Adorei!!!! Sempre que puder passo por aqui para desanuviar as idéias.
    beijos

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  3. Os girassóis não precisam entender muita coisa... Nós é que deveríamos ser mais atentos e sem espinhos... Como eles!

    Parabéns!

    Abs

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  4. se a gente escreve parecido eu só sei de uma coisa: posso me orgulhar de mim mesma!

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  5. tadinhos dos girassóis, senhor Fred. fiquei com pena deles também...

    mas não é que esse amor tomando forma não é um delícia de ver e/ou sentir? teus versos mostraram isso, e achei bem bom!

    abração,
    ziggy

    PS: eu te vi, e imaginei que tu não me reconheceu, e fiquei sem graça de cumprimentar. ahuahuahuahu! que jeca! abraço!

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