terça-feira, 20 de maio de 2008

Com direito à ênclise

"Brasil, meu Brasil brasileiro
meu mulato isoneiro
quero cantar-te nos meus versos"

Assim cantarolava a faxineira, às 9h12 da manhã
Depois de pegar dois ônibus e um metrô, cheios de gente
E atravessar o Centro andando, para pegar pesado e ganhar salário mínimo no fim do mês

10 comentários:

  1. aplausos para ela!

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  2. Não sei se concordo com o nosso amigo FDP aí em cima ou se peço vaias pra gente...

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  3. A que trabalha lá em casa atravessa Vespasiano com os dente tudo dilorido, sua pra comprar teia de milhante pra rebuçá o barraco e ajudar o marido ajudante de pedreiro. Mesmo assim arruma casa com rádio no talo e assume a culpa quando a menina de 7 anos quebra o vidro de perfume. "Tadinha, ela é pequena, gosto que cês xinga ela não", ela me disse, juro que com um jeito de quem trocava a bronca que a menina ia receber por um desconto no salário dela.

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  4. Não precisa nem comentar a revolta. Eu não me conformo com a eterna política do pão e circo. Os palhaços agora são mais bem pagos. Técnicos e jogadores.
    Mas a platéia (nós)continua boba. Uma pena.
    Adorei o post.
    Beijos!

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  5. Eh, a realidade, a bem da verdade, é bem diferente do que cantam essas músicas deveras ufanistas. Meu abraço, Fred!

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  6. eu tava sumido né? hahaha
    mas estou voltando!! :}

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  7. Nossa! ... sempre fico contente quando encontro blogs como este!
    Parabéns pelo visual e pelo clima maravilhoso! Voltarei!
    Beijos

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  8. Ei, Fred!!! É óbvio que suas escolhas (teatro e jornalismo) que conheço e seu olhar já apontam para uma alma poética. Mas constatar aqui é ainda melhor! Amei seus textos! Também vou linkar seu blog ao meu. Beijos, Luisana Gontijo.

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